domingo, 18 de novembro de 2007

5 - Cabala


“...Cremos que a palavra hebraica Kabbalah, de origem caldaico-egípcia, tenha o sentido da ciência ou de doutrina oculta.

O radical egípcio kheepp, Khop, ou Kheb, em hebraico gab, Khebb ou Khebet, significa ocultar, encerrar, e al, ou ol, em egípcio significa pegar: de sorte que este vocábulo significaria a ciência deduzida de princípios ocultos: ex arcano.”
Paul Sedir – Papus 53

“...Como se sabe, a fonte da Cabala não estava entre os judeus pois estes copiaram suas idéias dos caldeus e dos egípcios.” DSIII 258

Em carta de Saint-Yves d’Alveydre a Papus temos o seguinte:
“Junto aos judeus, a Cabala derivou dos Caldeus trazida por Daniel e por Esdras[1]; entre os israelitas anteriores à dispersão das dez tribos não judaicas, a Cabala veio dos egípcios, trazida por Moisés; entre os caldeus, como entre os egípcios, a Cabala fazia parte de tudo aquilo que as universidades metropolitanas chamavam Sabedoria, isto é, a síntese das ciências e das artes reconduzidas a seu princípio comum. Esse Princípio era a Palavra e o Verbo.

Um primeiro testemunho da Antiguidade patriarcal pré-mosaica declarou essa Sabedoria perdida ou subvertida cerca de 3.000 antes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esse testemunho é Job; a antiguidade desse livro é antologicamente assinalada pela posição das constelações que ele menciona: “O que é feito da Sabedoria, onde está ela?” – diz o santo patriarca.”
[2] Papus - 18

Em termos gerais, a Cabala tem como fundamento o Sepher Yetzirah – o Livro Cabalístico da Criação escrito pos Abraão, que trata sobre:
1. as Dez Numerações ou Sefirotes,
2. as Vinte e duas Letras do alfabeto hebraico,
3. das Trinta e duas Vias da Sabedoria
4. e das Cinqüenta Portas da Inteligência.

A Cabala é a expressão da filosofia esotérica dos hebreus, cujo primeiro patriarca foi Abraão, e cujo segundo grande patriarca foi Moisés.

Segundo alguns autores, Abraão representa a passagem da Tradição hindu ou oriental para o ocidente. Indica também que a Cabala é uma versão da Tradição Hindu adaptada para o ocidente, e que o nome Abraão vem de Ab-Ram, que significa o pai de Ram ou Rama, e Jetro, sogro de Moisés, era sacerdote da Igreja de Ram em Midiã.

“... nos é suficiente saber que à época na qual vivia o jovem hebreu salvo das águas, os templos de Tebas continham os arquivos sacerdotais dos Atlantes e os da Igreja de Ram. Estes últimos eram uma síntese do esoterismo da raça negra acolhido pela antiga Índia...De outra parte, Moisés[3] recolheu nos templos de Jetro[4], último sobrevivente dos sacerdotes negros, os mistérios puros dessa raça...” Paul Sedir – Papus pg. 51

“Esse incomparável legislador, que tinha à mão toda essa documentação nos templos de Jetro, Pontífice de Midiam, condensou e adaptou essa tradição da Índia, da Pérsia e da Caldéia, em cinco livros de dez capítulos cada um, os quais se chamam Gênese. Moisés não ensinou nenhuma nova religião.

Ele foi o editor responsável... , da religião natural, tal como era praticada desde o começo da humanidade, e a prova disso é que, ele mesmo, se refere aos livros escritos antes dele nascer e nos quais foi buscar seus conhecimentos.
...
Se dissemos anteriormente serem cinco os livros de Moisés, é porque os outros que comumente, chama-se Pantateuco, foram escritos por seus sucessores e não por ele...”
...
Para condensar esses conhecimentos em uma obra mortal, como de fato ela é, ele organizou um alfabeto moldado sobre o aramaico e, genialmente, escreveu sua Cosmogonia com três sentidos distintos sob a mesma grafia, um simbólico para seu povo de seis milhões de almas, outro ideográfico para os iniciados, de que faziam parte os levitas da Casta Sacerdotal e, outro hierogramático para os Magos como Aarão, Eliezer e mais tarde Josué, mas que só podia ser entendido por meio de uma chave...

Este modo de escrever era peculiar a todos os templos da antiguidade, e não escreviam de outra maneira. A mesma palavra tinha três sentidos, baseados na matemática quantitativa e qualitativa.”
[5]
A.Leterre pg.64/65


O Alfabeto Vattan

Em carta de Saint-Yves d’Alveydre a Papus de 10 de janeiro de 1901, temos o seguinte:
“...Ora, segundo minhas investigações dos alfabetos antigos de Ca-Ba-La, das XXII letras, o mais oculto, o mais secreto que certamente servia de protótipo, não somente a todos os outros do mesmo gênero, mas aos signos cvédicos a às letras sânscritas, é um alfabeto ariano... e eu o tenho de brâmanes eminentes...


Ele se distingue dos outros ditos semíticos no sentido de que suas letras são morfológicas, isto é, falam exatamente por suas formas, o que faz um tipo absolutamente único. Além disso, um estudo minucioso me fez descobrir que essas mesmas letras são os protótipos dos signos zodiacais e planetários o que é de toda importância. Os brâmanes chamam esse alfabeto de Vattan; ele parece remontar à primeira raça humana, pois por suas cinco formas mães rigorosamente geométricas, ele porta consigo a assinatura, Adão, Eva e Adamah.


Moisés parece descrevê-lo no versículo 19 do capítulo II de seu Sepher Barashith. Além do mais, esse alfabeto se escreve de baixo para cima e suas letras se agrupam de modo a formar imagens morfológicas ou falantes...”
Papus – 20


“É admitido pelos ocultista que os livros de Moisés foram escritos em caracteres Vattan, e que, mais tarde (no século VI antes de Cristo), Esdras os substituiu pelos caracteres hebraicos quadrados, em que os achamos escritos atualmente.”
F.V.Lorenz - 12


O alfabeto Hebraico
“O alfabeto hebraico[6] – tal como ainda é tipograficamente utilizado – foi imaginado por Esdras e, realmente, desenhado por ele no início. Data do século V antes de nossa era, sendo posterior ao cativeiro da Babilônia.


Antes – isto é, anteriormente ao cativeiro – os judeus se valeram de outros alfabetos, modificados sucessivamente, mas sempre comportando vinte e duas letras. Tais alfabetos antigos são denominados simbólicos pelos magistas ocidentais, que deles se serviam sobretudo para reproduzir as chaves que, para eles próprios, constituíam símbolos mnemônicos. Por deformação gráfica, estes deram lugar a outros alfabetos, em geral denominados mágicos.


As letras de Esdras – representando o “hebreu quadrado” – são iniciáticas no sentido de que seu desenho é tirado de uma figura geométrica altamente secreta, cuja explicação se situa na base do ensinamento denominado Iniciação. Até agora, contudo, buscador algum jamais suspeitou desse fato e talvez esta seja a primeira vez em que é lícito revelá-lo.” FAM - 56


“... L´École Biblique de Jerusalém, dirigida por eminentes exegetas católicos – admitem sem hesitação, que o livro do Gênese, assim como os demais do Pantateuco, não pode ser totalmente atribuído a Moisés. Neles se pode seguir mais ou menos claramente o fio de quatro tradições diferentes – a javista, a eloísta, a deuteronomista e a sacerdotal – todas respeitadas e integradas naqueles livros por numerosos colaboradores anônimos, desde a era mosaica até os tempos do Exílio[7]. Estas e outras circunstâncias explicam os trechos discordantes efetivamente encontrados naqueles livros...”
João Ribas da Costa
na apresentação de Eram os Deuses Astronautas?
De Erich von Däniken





[1] Ver “Línguas, Escrita e Literatura”
[2] Ver “Os Cataclismos e Yugas” em Transição.
[3] Êxodo cap 3 v1: “ E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã...”
Atos cap 7 v.22 : “ E Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.”
[4]Êxodo cap 3 v1: “ E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã...”
[5] Ver “Línguas, Escrita e Literatura”
[6] Ver “Cabala” e “Judaísmo...”
[7] Ver “Línguas, Escrita e Literatura”

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