domingo, 25 de novembro de 2007

Lemurianos – 3° Raça-Raiz



Segundo Blavatsky, os Lemurianos – os primeiros homens físicos – surgiram há uns 18 milhões de anos. (DSIII – 62). São os Nascidos do Ovo – primeiramente macho-fêmea – hermafroditas ou andrógenos, e somente depois ocorre a separação dos sexos de Homem e Mulher, (DSIII – 149)

Os Lemurinos, que se transformam em gigantes, desprovidos de razão e intelecto. Moralmente irresponsáveis a 3° Raça mantém relações com espécies animais, dando origem a uma raça muda – os atuais símios, ainda durante o período Terciário. (DSI – 231)

O homem da 3° Raça, apesar da semelhança com um símio gigantesco era ainda um ser que falava e pensava, (DSI -232), mas, até a segunda parte da 3° Raça, o ser humano intelectual não passava de um animal.

Durante esta Raça, uma geração denominada “Filhos de Ad” ou da “Névoa” surge, é uma geração consciente, porque uma parcela da Raça já se achava animada pela centelha divina de uma inteligência espiritual superior. Nela se encarnaram os mais elevados Dhyânis, para formar o seminário dos Adeptos e os Arhants – sábios de visão ilimitada – sendo que o restante da Raça Lemuriana permanece desprovida de entendimento, a Centelha brilhava debilmente. (DSI – 245)

Assim Blavatsky afirma que sempre há um esquema evolutivo onde os mais aptos e evoluídos encarnam em determinado período para conduzir e fazer evolucionar os menos aptos e evoluídos.

Diz ela que os Lemurianos foram o Vahan (Veículo) dos Filhos da Sabedoria, surgindo os Filhos da Vontade e do Ioga, os Antepassados de todos os Arhata (Sábios de Visão Ilimitada) e Mahatman, subseqüentes e atuais. (DSIII – 190)

Os Filhos da Sabedoria já haviam se tornado intelectuais pelo contato com a matéria em ciclos anteriores de encarnação, alcançando um grau de inteligência que os permitia serem entidades independentes e conscientes neste plano de matéria e reencarnaram em razão de efeitos cármicos naquelas “formas” que estavam mais aptas[1], isto porque para a inteligência poder se manifestar ela necessita de uma mínima condição funcional, seria o mesmo que imaginarmos uma consciência mediana encarnada em uma ostra – com que recursos poderia ela se manifestar? />

O Continente Lemuriano

“O terceiro Continente, nós propomos chamar "Lemuria." O nome é uma invenção, ou uma idéia, do Sr. P. L. Sclater que afirmou entre 1850 e 1860, em campos zoológicos, a existência em tempos pré-históricos de um Continente que ele mostrou ser estendido de Madagascar à Ceilão e Sumatra. Incluiu algumas porções do que é agora a África; mas, todo modo, este Continente gigantesco estirado do Oceano Índico à Austrália desapareceu agora completamente em baixo das águas do Pacífico, deixando somente aqui e ali alguns altiplanos que são agora ilhas.”
Blavatsky. A Doutrina SecretaII


Geologicamente falando, Lemúria é identificada como Gondwana, ou Gondwanaland. Que se fragmentara por volta do fim do período Cretáceo (70 milhões de anos atrás). O que restara de seus territórios formou a África, a América do Sul e a Oceania.

Lemúria foi melhor abordada e discutida em 'The Lost Lemuria' de William Scott-Elliot (1904), autor também teosófico. Ele elaborara os primeiros mapas de tal continente:


Os mapas de William Scott-Elliot (1904)


Lemúria e sua grande extensão
*Vermelho terras lemurianas. Azul antigas terras Hiperbóreas
(Ártica, Báltica e Sibéria).
As Terras de Ur, Polária, já não mais existiam.
Note que a Groenlândia, o Báltico e a Sibéria, já formados, são os territórios mais antigos da Terra (cientificamente aceito).


Lemúria em período posterior


“A Lemúria... era então uma terra gigantesca. Ocupava toda a área compreendida desde a base do Himalaia, que a separava do mar interior, cujas ondas rolavam sobre o que hoje é o Tibete, a Mongólia e o grande deserto de Shamo (Gobi), até Chittagong, prolongando-se a oeste na direção de Hardwar, e a Este até o Assam (Annam?). Daí se estendia para o Sul, através da Índia Meridional, Ceilão, Sumatra; e, Abarcando, no rumo do sul, Madagascar à direita, Austrália e Tasmânia à esquerda, avança até alguns graus do Círculo Antártico. A partis da Austrália, que era então uma região interior do continente principal, estendia-se ao longo do Oceano Pacífico, além de Rapa-nui (Teapy ou Ilha de Páscoa), que agora se encontra a 26° de latitude Sul e a 110° de longitude Oeste...” DSIII – 342

Diz o Comentário que:
“Quando a roda gira com velocidade habitual, suas extremidades (os pólos) se acomodam com o seu Círculo Central (o equador); quando gira mais lentamente e oscila em todas as direções, produz-se grande desordem na superfície da Terra. As águas correm para os dois extremos e novas terras surgem no cinturão Central (terras equatoriais), enquanto as dos extremos ficam sujeitas a Pralayas[2] por submersão.” DSIII – 343

“O afundamento e a transformação da Lemúria tiveram início quase no Círculo Ártico (Noruega), e a Terceira Raça terminou o seu ciclo em Lanka, ... que hoje conhecemos por Ceilão...” DSIII – 350

“... O cataclismo que destruiu o enorme Continente, do qual é a Austrália o principal remanescente, foi ocasionado por uma série de convulsões subterrâneas e pela violenta ruptura do solo no fundo dos oceanos. E a Causa do desaparecimento do Continente seguinte, o quarto, foram as perturbações sucessivas do eixo de rotação...” DSIII- 332

Mas, em outro lugar do mesmo livro Blavatsky diz:
“... O Comentário nos diz que a Terceira Raça se achava somente no ponto médio de seus desenvolvimento, quando:
‘O eixo da Terra se inclinou. O sol e a Lua cessaram de brilhar por sobre as cabeças daquela porção dos Nascidos do Suor; a população conheceu a neve, o gelo e a geada; e o desenvolvimento dos homens, das plantas e dos animais foi retardado. Os que não pereceram ficaram como crianças semidesenvolvidas, em tamanho e em inteligência. Foi este o Terceiro Pralaya das Raças.’”

E continua sua explicação:
“Quer isso dizer também que o nosso Globo está sujeito a sete mudanças periódicas e completas, que seguem pari passu com as Raças. Pois a Doutrina Secreta nos ensina que, durante a presente Ronda, tem que haver sete Pralayas terretres, ocasionados por desvios na posição do eixo na Terra. É uma lei que atua em épocas fixas, e de nenhum modo cegamente, ... em estrita harmonia com a Lei Cármica...” DSIII - 347

"Assim, desde que a humanidade do Manu Vaivasvata surgiu na Terra[3], já ocorreram quatro dessas perturbações do eixo. Os antigos Continentes, exceto o primeiro, foram absorvidos pelos Oceanos; outras terras apareceram e enormes cordilheiras se ergueram onde não havia montanha alguma. A face do Globo tem se transformado por completo, de cada vez; a “sobrevivência” das nações e raças “mais aptas” foi assegurada por uma assistência oportuna; e as ineptas – as que falharam – desapareceram, varridas da face da Terra. Tais seleções e mudanças não se verificam entre o nascer e o por do Sol, como poderia se imaginar, mas requerem vários milênios até que as novas instalações estejam prontas.” DSIII – 348


A Estância X e XI do Livro de Dzyan reza o seguinte:
38- Assim, de dois em dois, nas Sete Zonas, a Terceira Raça deu nascimento à Quarta...
42 – Edificaram templos para o corpo humano. Adoraram o varão e a fêmea...
43 – Eles construíram cidades colossais. Com terras e metais raros eles construíram. Com fogos expelidos, com a pedra branca das montanhas e a pedra negra, talhavam suas próprias imagens em tamanho natural e à sua semelhança, e as adoravam.
44 – Ergueram grandes imagens de nove yatis de altura: o tamanho de seus corpos. Fogos internos haviam destruído a terra de seus Pais. A água ameaçava a Quarta.”

Nesses slokas, fica claro que Lemurianos e Atlantes formaram uma civilização comum uma civilização Lêmure-Atlante, sobre isso diz Blavatsky:
“O que falta demonstrar é que nosso geólogos modernos estão hoje inclinados a admitir a existência provável de continentes submergidos. Mas confessar a existência de continentes e aceitar que fossem povoados por homens, durante os primeiros períodos geológicos, são duas coisas inteiramente diferentes... homens e nações civilizadas e não apenas selvagens paleolíticos; homens e nações que, sob a direção de seus Reis divinos, edificaram grandes cidades, cultivaram as artes e as ciências, conheceram a Astronomia, a Arquitetura e as Matemáticas. A civilização primitiva dos Lemurianos não se seguiu imediatamente à sua transformação fisiológica, como se poderia supor. Entre a evolução fisiológica final e a construção da primeira cidade transcorreram muitas centenas de mil anos. Sem embargo, já estavam os Lemurianos, em sua sexta sub-raça, construindo com pedras e lava suas primeiras cidades rochosas. Uma dessa grandes cidades de estrutura primitiva foi toda construída de lava, a umas trinta milhas do sítio em que agora a ilha de Páscoa estende sua estreita faixa de solo estéril; cidade que uma série de erupções vulcânicas destruiu por completo...” DSIII – 335

“...No entanto, ela existiu realmente e era, sem dúvida “pré-terciária”, pois a Lemúria, ... pereceu antes do completo desenvolvimento da Atlântida, e a Atlântida submergiu, desaparecendo suas partes principais, antes de terminado o Período Mioceno.” DSIII - 2119

Em Isis Sem Véu, há uma afirmação de que a Atlântida já existia na época da Lemúria, e Blavatsky diz o seguinte:
“... Existia, com toda a certeza, pois estava alcançando os seus dias de maior esplendor e civilização quando o último dos continentes lemurianos submergiu.” DSIII - 239

Sobre a Ilha de Páscoa Blavatsky diz:
“... A Ilha de Páscoa, por exemplo, pertence ao início da civilização da Terceira Raça. Foi um levantamento vulcânico repentino do fundo do Oceano que fez reaparecer essa pequena relíquia das Idades Arcaicas – depois de haver permanecido submersa com as outras terras. Emergiu intacta com o seu vulcão e suas estátuas, durante a época Champlain da submersão polar Norte, como um testemunho presente da existência da Lemúria...” DSIII – 346

“... As relíquias da ilha de Páscoa, por exemplo, são as mais eloqüentes memórias dos gigantes primitivos. São elas tão imponentes quanto misteriosas; e basta examinar as cabeças das colossais estátuas, que ainda permanecem intactas, para que se reconheçam, ao primeiro relance, as características e o aspecto atribuídos aos gigantes da Quarta Raça...” (a Raça Atlante). DSIII -241

Parece, portanto, mais correto imaginarmos os Lemurianos surgindo na Era Secundária – onde ocorreu várias pequenas extinções no Triássico, Jurássico e Cretácio inf., sendo que no fim dessa era - no Cretácio superior, há 98 milhões de anos - ocorreram os cataclismos que a geologia confirma, estando então, os Lemurianos no ponto médio de seu desenvolvimento. E que Atlantes e Lemurianos coexistiram por determinado período de tempo, formando assim uma civilização Lêmure-Atlânte, que alcançou seu maior desenvolvimento na civilização atlânte, (isso se quisermos considerar que a evolução “caminha para frente”), construindo as cidades e as Imagens, tais como descritas no Comentário acima citado. .

Ver que acima Blavatsky diz que os Lemurianos existiram há 18 milhões de anos, isto é – dentro do Período Mioceno na Era Terciária, quando ela afirma que os Atlantes foram destruídos. Essas confusões de datações parece ser uma constante...







[1] DSIII - 185
[2] Período de repouso ou adormecimento.
[3] 4° Ronda

5 comentários:

  1. Certo, agora uma questão que muitos questionam é sobre a pré - escrita na humanidade relacionada com esses continentes ditos por ciências esotéricas. Tipo por exemplo como que os Lemurianos eram assexuados se na arqueologia comprova que contemporâneos a estes existiam homens primitivos, rudes com sexo, e os dinossauros e outros animais que já tinham gênero? Como se explica? Blavastky e outros estavam certos sim, só que deixaram ainda uma lacuna, ficou incompleto suas explicações, a real resposta surge a luz da doutrina espírita que realmente explica a questão geral. Segundo o espiritismo é real Atlântida, Lemúria, Hiperbóreos e Adâmica, mas estes continentes e raças eram à parte de outras raças, não eram únicas no Planeta em suas conteporaneidades de existência, sim existia Lemúria e contemporâneo a este continente existiam em outros lugares do Planeta animais com sexo, homens primitivos e assim sucessivamente, o erro é achar que no Planeta nessa época existia apenas essa raça e continente, não, existia eles com suas características, mas também existia outros seres, raças, como diz no livro dos espíritos, o ser humano surgiu em várias partes do Globo inteiro, várias raças, tipos de seres, Atlantes, lemurianos e outros foram seres com determinadas características, alguns mais evoluídos vindos de outros planetas, em outro processo de evolução, e vieram outros exilados de Capela e outros mais que eram os homens primitivos, rudes e assim por diante, provando que Allan Kardec conciliou espiritualidade com Evolucionismo e com teoria das raças segundo a teosofia, uma coisa não é negação da outra nem mesmo uma disputa de qual teoria é a certa, mas ambas estão certas, apenas devem serem colocadas em seu determinado lugar de fato como ocorreu na história realmente.

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    1. 1° - Lemurianos não eram assexuados - leia melhor
      2° - onde que a Arqueologia fala de homens primitivos com 18 milhões de anos?
      3° - quais outras raças - segundo o Espiritismo - existiram ao mesmo tempo que Lemurianos e Atlantis?

      para vc. entender melhor o que a Teosofia fala teria que ler TODOS os Livros de Blavatsky - e ela nunca pretendeu explicar tudo (tal como pretendeu Kardec), até por ser complexo demais e muito extenso

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  2. Pela grande migração que está levando tantas pessoas há alguns anos para a Austrália já há algumas décadas, não será lá o berço de uma nova civilização, ou raça raiz?

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  3. Pela grande migração que está levando tantas pessoas há alguns anos para a Austrália já há algumas décadas, não será lá o berço de uma nova civilização, ou raça raiz?

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    1. mais do que no Brasil?
      muitos autores falam que Brasil será o grande celeiro da Nova Raça

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