sábado, 17 de novembro de 2007

As Religiões e as Tradições Esotéricas



Deveremos entender o termo “religião” como uma “re-ligação”, sendo, portanto um designativo de todo sistema filosófico-religioso que busca o plano divino e espiritual, organizadas geralmente pos sacerdotes, que realizam os rituais e transmitem aos fiéis os dogmas e doutrinas .

A Tradição Esotérica, ao contrário é fundamentalmente hermética, composta pos colégios iniciáticos e secretos.

Tradição é tudo aquilo que passa de uma geração a outra, de um mestre a um discípulo, sendo um conhecimento coletado e verificado através dos séculos, que acabou por se tornar um sistema hermético, por várias razões[1], e baseado em princípios universais. Contudo, foi um problema passar esse conhecimento para as classes menos cultas da sociedade, essa transmissão ocorreu através das diversas Religiões que, por longo tempo, assim como a dos gregos e dos hebreus, eram mais pautadas por ritos culturais, e por convicção nacional do que por convicção religiosa, daí a estreita ligação entre Religião e História.

“Em verdade, a religião é a adaptação à vida social dos princípios filosóficos que constituem a própria essência da Iniciação. É a remoção da matéria iniciática para a ‘praça pública’.”
FAM 24


Para melhor compreensão dos estudos que se seguirão, será feito um breve estudo sobre as diversas religiões, tendo-se em mente que:
“Sábios eminentes já disseram que não houve um só fundador de religião, seja ário, semita ou turaniano, que tivesse inventado uma religião nova ou revelado uma verdade nova. Todos esses fundadores foram mensageiros – não mestres originais – e autores de formas e interpretações novas; mas as verdades, em que se apoiavam seus ensinamentos, eram tão antigas quanto o gênero humano. Assim escolhiam e ensinavam às multidões uma ou mais dessas grandes verdades, reveladas oralmente à humanidade nos seus primórdios, preservadas e perpetuadas por transmissão pessoal, feita de uma a outra geração de Iniciados...[2]

Desse modo, cada nação recebeu a seu tempo algumas das verdades aludidas, sob o véu de seu próprio simbolismo, local e peculiar, simbolismo que, com o correr dos anos, evolucionou para um culto mais ou menos filosófico, um Panteão[3] de aparência mítica...”
DSI – pg. 59/60.

Temos então três grandes vertentes:
I – A Tradição Esotérica - as Iniciáticas ou Herméticas
II – As Religiões Politeístas: Aquelas que acreditam em vários deuses, mas, na realidade, possuem um Deus único, criador, primordial e supremo, e outros deuses menores, normalmente relacionados com as forças da Natureza. Vendo-se por este prisma a Igreja Católica é também politeísta uma vez que admite a intervenção benéfica de seus santos e anjos – não tão benéfica assim uma vez que se tem que pagar promessas, acender velas, adorar as imagens e oferecer duros sacrifícios, como por exemplo caminhar por longas distâncias ou subir de joelhos escadarias sem fim – (vistos dessa forma os “santos” mais se assemelham a sádicos do que a bondosos espíritos sempre dispostos a ajudar), e a intervenção maléfica dos demônios – que estão sempre aprontando das suas....

A grande maioria das antigas religiões dos sumérios, hindus, caldeus, egípcios, fenícios, gregos, romanos,,,etc era politeísta e antropormófica. Seus deuses possuíam características acentuadamente humanas, eles eram vingativos, cruéis, ciumentos, tal qual o Senhor Javé ou Jeová do Antigo Testamento.[4] mas todos eles possuíam em seu Panteão seu Deus Único e Supremo.


Os Deuses Primordiais das religiões politeístas:

Egito – Amon – deus criador e oculto, é a força geradora original que cria o Universo a partir de si mesmo.
Rá – o deus Sol – também o criador do Universo e de todos os deuses
A partir de 2,100 ac, com a unificação do Egito passa a ser Amom-Rá.

Babilônia – Ea – o Deus oleiro, deus da água, e criador de suprema sabedoria, criou o homem modelando-o em argila, e sopra o espírito de vida. Ea, também avisa Udnaspishtim seu projeto de destruir a humanidade e o aconselha construir um barco, para abrigar sua família e alguns animais. (fonte Leterre 62)

Sumeriano – Marduk – deus supremo e criador do mundo, que do barro fez o homem.

Assírio-Babilônico – Anu – deus supremo, Deus do Céu e pai de todas as divindades.

Babilônico-Caldeu – Nergal – senhor do país de onde não se volta.

Escandinavo – Odim – o princípio de todas as coisas, da eloqüência, sabedoria, poesia...

Grego – Ouranos – a divindade primordial do firmamento que unindo-se à sua esposa-irmã Geia – a deusa da Terra, gerou o universo físico. É o Urano dos romanos.

Germânico – Votan – o regente dos deuses e senhor das tempestades e do caos.




III – Monoteístas: Aquelas que acreditam em um único Deus são:
Judaísmo - Cristianismo e Islamismo - Ver


[1] Que será comentado mais adiante
[2] Dando origem ao que é chamado Tradição
[3] Conjunto de todos os deuses
[4] Gen 6.6,7 ; Ex 32.14 ; por exemplo

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